
O progresso da ciência trouxe benefícios indiscutíveis. Entre eles, o prolongamento da vida das pessoas.


O Brasil pode preparar-se para um vexame internacional, transmitido ao vivo e em cores, se até a Copa do Mundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) continuar investindo com a lentidão e a incompetência demonstradas mais uma vez neste ano.
Com investimento de R$ 1,6 bilhão programado para 2010, a Infraero aplicou até agosto apenas R$ 258,6 milhões, 16,5% da verba total.
Nesse período, nada foi desembolsado para algumas obras, como a da nova torre de controle do Aeroporto Internacional de Salvador e a do complexo logístico do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, entre outras.
A verba prevista deve ser reduzida para R$ 1,1 bilhão, segundo a empresa, mas também esse valor dificilmente será usado até o fim de dezembro, a julgar pelo desempenho até agora.
Esse padrão não é exclusivo de uma estatal.
É uma das marcas da maior parte das empresas controladas pela União, sujeitas ao loteamento de cargos e a critérios político-partidários de orientação.
O caso da Infraero é especialmente visível porque a aviação civil vem sendo afetada, há anos, pelo baixo padrão gerencial do setor público.
Esse padrão raras vezes foi tão deficiente quanto nos últimos oito anos.
Os vários apagões do transporte aéreo foram causados por mais de um fator e a situação dos aeroportos é apenas parte de um problema bem mais amplo.
Mas sua importância aumenta por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
Nomeações políticas devastaram também a administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, uma empresa respeitada, em outros tempos, por sua eficiência.
Essa estatal tem estado no centro de escândalos desde a primeira gestão petista.
Dos R$ 680 milhões previstos para obras e compras de equipamentos em 2010, os Correios investiram até agosto apenas 24%, ou R$ 151 milhões. Como sempre, funcionários da companhia tentam justificar o fracasso na execução dos planos.
Mas as metas e verbas não caem do céu nem são inscritas no orçamento à revelia dos dirigentes de empresas.
De modo geral, a execução dos planos fracassa ou se atrasa não por uma conspiração dos deuses, mas por falhas gerenciais.
Não é difícil entender esse fato: afinal, conhecimento do setor e competência administrativa não são requisitos para a ocupação de cargos, no governo petista.
Também nos Correios já se fala em redução do investimento programado para este ano - de R$ 640 milhões para R$ 380 milhões, um corte de 40,6%.
Apesar desses e de outros fiascos, o governo pode proclamar um aumento no valor investido pelas estatais. Até o quarto bimestre o total do investimento chegou a R$ 52 bilhões, a maior soma desde 1995.
Mas é bom olhar os números com maior atenção. O Grupo Petrobrás foi responsável por 91% daquelas operações.
Com pouquíssima variação, esse tem sido o desempenho das estatais há anos.
A Petrobrás está na trilha do crescimento há mais de duas décadas, enquanto outras estatais permanecem estagnadas.
As grandes empresas privatizadas também teriam tido, quase certamente, um desempenho menos brilhante do que têm tido, se tivessem ficado sob controle estatal e sujeitas ao aparelhamento e à pilhagem dos políticos.

A inadimplência do consumidor registrou a quinta alta consecutiva em setembro, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta sexta-feira.
A alta foi de 1,6% no mês na comparação com o mês anterior, representando crescimento seguido desde maio deste ano e a maior alta para o mês de setembro desde 2000, quando foi criado o indicador.
Na comparação do mês passado com o mesmo período de 2009, houve elevação de 15,3%, o maior resultado desde março de 2009, quando o país passava pela crise financeira global.
Já no acumulado do ano, o crescimento na inadimplência foi de 1,8% ante o mesmo período do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência do consumidor continua ganhando força na mesma direção do endividamento, porém a evolução da renda e do emprego formal tem ajudado a evitar um crescimento acelerado do índice.
"A perspectiva é de que a inadimplência sofra pressões em outubro, por causa do Dia das Crianças", informa em nota.
Tipos de Dívidas
Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência com cartões de crédito e financeiras registra alta, de 7,2%.
Essa modalidade puxou o crescimento do índice, contribuindo com 2,5% no resultado.
As dívidas com os bancos apresentaram uma ligeira alta (0,2%), contribuindo com apenas 0,1% no indicador.
Já os títulos protestados e os cheques sem fundos registraram queda e acabaram contribuindo negativamente com 0,2% e 0,8%, respectivamente.
Neste ano as mulheres superaram os homens e lideram na lista dos inadimplentes, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
Entre os devedores, elas representam 52%, enquanto eles são 48%.
A pesquisa, realizada em setembro, aponta ainda que a maior incidência de inadimplência está na faixa de um a três salários mínimos, com 55% dos entrevistados.
No recorte por idade, 70% dos inadimplentes estão na faixa entre 20 a 40 anos.
O estudo aponta ainda que 69% dos entrevistados tem dois ou mais carnês em atraso.

Medicamentos e aparelhos cada vez mais sofisticados combatem males até há pouco considerados fatais. O avanço, porém, se assemelha à moeda.
Tem dois lados.
Um se refere à melhora das condições gerais de sobrevivência.
O outro, aos desafios que a nova realidade impõe aos governantes. Novos paradigmas devem substituir os antigos, que se revelam inadequados para responder às exigências atuais.
Talvez o maior embate seja a Previdência Social.
O envelhecimento dos brasileiros se assemelha a bomba-relógio.
Associado à redução da base de jovens e da população economicamente ativa, o aumento da expectativa de vida pode levar o sistema ao colapso.
Em estudo baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, o IBGE traçou cenário preocupante.
Segundo a pesquisa, com a constante redução da taxa de natalidade, em 2030 o país terá 206,8 milhões de habitantes.
Tal como ocorre no mundo desenvolvido, a tendência é estagnar nesse patamar.
Projeções indicam que, daqui a duas décadas, a participação de idosos na população será igual à dos jovens.
Em 2050, aumentará — 22,71% contra 13,15% de pessoas com até 14 anos.
Os números inquietam porque sinalizam desequilíbrio crescente nas contas da Previdência.
É urgente, segundo especialistas, proceder a mudanças na concessão de aposentadorias.
Entre elas, manter o trabalhador por mais tempo na atividade.
O tema, apesar da importância de que se reveste, não figura na agenda dos presidenciáveis.
Esperava-se que, com o prolongamento da campanha eleitoral, os candidatos tratassem de assuntos relevantes que dominarão a pauta dos próximos anos.
Um dos mais substantivos, embora espinhoso, é, sem dúvida, a Previdência. José Serra e Dilma Rousseff, porém, se omitem.
O brasileiro, tanto o que está no mercado de trabalho quanto o que ingressará no futuro, precisa se preparar para que a velhice não seja sinônimo de incerteza.
Para tanto, necessita de regras claras e duradouras.
Não é, porém, o que encontra.
O cenário que vislumbra é sombrio — a espada de Dâmocles sobre a cabeça
Correio Braziliense

Segundo o levantamento, que considerou o desempenho de 340 ações, os papéis preferenciais da estatal ficaram um único mês acima, em novembro de 2009, quando valorizaram 10,73% e o indicador, 8,93%.
As únicas que conseguiram se valorizar acima do Ibovespa foram as ações da Hering.
Depois dos bancos Itaú, Barclay"s e Morgan Stanley, ontem foi a vez de o HSBC anunciar que rebaixou a classificação da Petrobras.
Apesar da notícia, o Ibovespa encerrou em leve alta de 0,02%, com 71.692 pontos.
As ordinárias da companhia subiram 1,75%, mas acumulam queda de 4,28% no mês e de 29,78% em 12 meses.
As preferenciais subiram 2,84%.
No mês, a desvalorização é de 3,11% e, em 12 meses, de 24,83%.
Correio
Dilma Rousseff tem o direito de acreditar ou não em Deus, em Nossa Senhora, em um santo ou em todos, em Lula, no PT ou nas aparições regulares de ETs em Varginha. Pode frequentar igrejas ou não fazer ideia do que é uma missa.
Está liberada para decorar a Bíblia ou não conseguir recitar a Ave Maria.
E deve sentir-se à vontade tanto para defender quanto para criticar a legalização do aborto.
Mas não tem o direito de mentir, sejam quais forem as condições de temperatura e pressão da campanha presidencial.
Lula pode advogar em defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou lutar para que jamais seja instituído.
Tem o direito de endossar integralmente o Programa Nacional de Direitos Humanos ou opor-se a alguns tópicos.
Mas não pode endossar ou repelir simultaneamente a mesma coisa. Ou acha isto ou acha aquilo.
Estejam como estiverem as curvas das pesquisas eleitorais, um presidente da República tem o dever de expressar claramente o que pensa.
O vídeo divulgado pelo blog do Josias de Souza reafirma que, para eleger a sucessora, Lula está enganando o país.
Nem Dilma nem Lula têm o direito de contar mentiras para ganhar a eleição.
Claro que ambos apoiam sem restrições todas as propostas do PNDH. Claro que Dilma não sabe da missa nem o começo, que Lula aceita com naturalidade a união homossexual.
Não há nada de errado nisso.
Se fossem sinceros, estariam apenas exercendo a liberdade de crença e de opinião que a Constituição garante.
Em vez disso, resolveram tratar todos os brasileiros como um bando de idiotas.
Logo descobrirão que a maioria não é.
Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno.
A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes.
O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente.
Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno.
A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível.
Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.
Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados.
O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa - ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro.
Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%.
Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro.
O intervalo de confiança real é inferior a 30%.
Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?
O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações.
Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas.
Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado.
A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.
O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948.
Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias.
Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major.
Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução.
Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata.
Vendem gato por lebre.
A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos "resolvem" a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso.
Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos.
(...)
Nem todos os institutos são iguais.
O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas.
O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados.
Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor.
Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais.
Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno.
Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff.
Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.
Pesquisas, obviamente, não decidem eleições.
Mas elas têm um impacto que não é desprezível.
Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos.
Os institutos comercializam um produto rotulado como informação.
Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.
Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam.
A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente.
Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante.
A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação.
Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?
Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?
Demétrio Magnoli - O Estado de S.Paulo
SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR
Na reunião do Fundo Monetário Internacional o ministro Guido Mantega, que minimizava o problema do déficit das transações correntes do balanço de pagamentos, não escondeu suas preocupações diante das perspectivas do seu aumento nos próximos anos. E diversos fatores contribuem para esse déficit: a queda das exportações brasileiras para os países industrializados e o aumento das importações de países com moeda desvalorizada; a taxa cambial do Brasil, fruto de um excesso de liquidez nos países industrializados, que dela se aproveitam; e uma taxa de juros muito alta no País, que estimula operações de arbitragem. Nesse quadro, as empresas brasileiras e o Tesouro conseguem captar recursos no exterior com grande facilidade, aproveitando-se de que, com taxas de juros locais muito próximas de zero, os investidores estrangeiros estão aptos a oferecer créditos a uma taxa que seja razoável em relação às nossa taxas internas. Assim, entramos na situação paradoxal de um déficit em transações correntes - que está aumentando - e de um crescimento da dívida externa bruta na mesma proporção, já superando as nossas reservas internacionais, constituídas a um preço muito elevado, que o Banco Central (BC) procurou consolidar para enfrentar eventuais dificuldades na conta externa. Essa política, no entanto, aumenta o déficit público, o que nos obriga a captar recursos tanto no mercado interno quanto no externo, favorecendo um aumento das taxas de juros. Na visão do BC, os países industrializados estarão em situação econômica difícil por um longo período, o que tão cedo não nos permitirá aumentar nossas exportações para eles. Ao contrário, verifica-se naqueles países um retorno ao protecionismo no setor agroindustrial. A China não mostra nenhuma vontade de favorecer uma valorização da sua moeda e outros países estão entrando nesta guerra cambial, como o Japão. Isso significa que as importações continuarão crescendo, causando um processo de desindustrialização em nosso país.
O resultado benéfico mais amplo seria a redução da nossa taxa de juros.
Dificilmente escaparemos da necessidade de medidas protecionistas para conter a invasão de produtos chineses.
E será necessário reduzir a contratação de dívidas no mercado externo para evitar um crescimento excessivo dos juros a pagar, diante da perspectiva de não mais conseguirmos esses empréstimos, por causa do nosso déficit externo.
O Estado de S.Paulo
O envelhecimento da população brasileira deve levar o País a aumentar a idade mínima para a aposentadoria e acabar com a aposentadoria compulsória, defendeu nesta quarta-feira,13, a coordenadora de População e Cidadania do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano.
"É importante acabar com a aposentadoria compulsória. Ela é fruto de preconceito", disse durante a divulgação do Comunicado do Ipea nº 64 - PNAD 2009: Primeiras Análises - Tendências Demográficas, no Rio.
Ana Amélia afirmou que o envelhecimento da população vai requerer outras medidas, como uma revisão da idade mínima para aposentadoria.
"Estamos vendo isso na França, que está praticamente parada, e também é uma tendência para o Brasil", disse.
Segundo ela, esse tipo de medida é positiva para a Previdência e também para os idosos, que se beneficiariam da maior permanência no mercado de trabalho.
"Isso é importante do ponto de vista da questão previdenciária e fiscal e do ponto de vista do indivíduo. Principalmente para o homem, a saída do mercado de trabalho significa uma importante desintegração social. Com isso, aumentam os índices de alcoolismo, de depressão e até de suicídios", comenta.
O comunicado do Ipea projeta que a população brasileira deve parar de crescer por volta de 2030, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A tendência, diz o documento, é resultado da combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade.
O estudo mostra que a população idosa (com 60 anos ou mais), que respondia por 7,9% da população brasileira em 1992, passou a responder por 11,4% em 2009.
"É importante que as pessoas vejam o trabalho do idoso com menos preconceito, até porque senão não haverá gente para trabalhar no futuro", disse Ana Amélia.
Ela afirmou que o País tem avançado na redução da pobreza entre os idosos e apontou como uma das causas o fato de o piso da aposentadoria ser o salário mínimo.
"É importante que essa redução acentuada da pobreza entre os idosos se mantenha. Uma das razões é que o piso do benefício é o salário mínimo. Então é importante que não haja desvinculação", defende.
Glauber Gonçalves, da Agência Estado
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